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"Por que Messi não?" – O vermelho que expôs a loteria do VAR
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"Por que Messi não?" – O vermelho que expôs a loteria do VAR

Balogun marca, leva vermelho por solada e vira símbolo de uma revolta: lance idêntico de Messi contra a Argélia nem foi revisado. Rio Ferdinand e Clint Dempsey detonam a arbitragem, e a web cobra critério.

O lance em números

Dois lances, dois pesos: a revolta de Ferdinand

Estados Unidos venceu a Bósnia Herzegovina por 2 a 0, mas a conversa no vestiário e nas redes não foi sobre os gols — foi sobre o vermelho de Folarin Balogun. O atacante, que havia aberto o placar, deu uma solada em Muharemovic no segundo tempo. VAR chamou, Raphael Claus foi ao monitor, e o cartão veio direto.

O problema? Dias antes, Lionel Messi fez exatamente o mesmo com o zagueiro argelino Mandi — solada clara, no primeiro tempo de Argentina 3 x 0 Argélia — e saiu sem nenhum cartão. Nem amarelo. O árbitro Szymon Marciniak marcou a falta e seguiu em frente. O VAR nem piscou.

Rio Ferdinand, comentarista da BBC e ex-zagueiro do Manchester United, foi direto: "É aqui que as pessoas começam a questionar o VAR, porque elas só querem consistência. Todos nós lembramos da entrada envolvendo Messi contra a Argélia. Muitos acharam que merecia um cartão vermelho, mas nem foi devidamente revisada, e não houve punição. Agora você olha para a entrada de Balogun — o VAR intervém, o árbitro vai para o monitor, e de repente é um vermelho direto. Essa é a inconsistência que frustra jogadores, treinadores e torcedores."

Dempsey detona Claus: "Estamos falando de árbitros, não de futebol"

Clint Dempsey, lenda dos Estados Unidos e comentarista do Mundial, não poupou o árbitro brasileiro. "Em vez de falarmos sobre o futebol, estamos falando sobre os árbitros. Eu acredito que os Estados Unidos foram punidos com muita severidade, e não acho que Folarin Balogun fez o suficiente para merecer um vermelho direto. Em uma partida de tal magnitude, você tem que estar absolutamente certo antes de tomar uma decisão que pode definir o resultado."

A frase de Dempsey resume o sentimento que tomou conta da web: por que o VAR escolhe quando intervir? Messi, maior astro da Argentina e um dos rostos da Copa, teve sorte — ou proteção? Balogun, autor do gol que colocou os EUA na frente, virou bode expiatório de um sistema que promete justiça mas entrega loteria.

Os protagonistas da polêmica

Folarin Balogun (EUA | Atacante)

Abriu o placar contra a Bósnia e depois levou vermelho direto por solada em Muharemovic. Virou símbolo da inconsistência do VAR e entrou para a lista de Ronaldinho Gaúcho, Garrincha e Zidane em uma estatística não revelada no material.

Lionel Messi (Argentina | Camisa 10)

Fez três gols na estreia contra a Argélia (3 x 0), mas foi a solada em Mandi — sem punição — que voltou à tona. Jogadores argelinos pediram vermelho, o VAR ignorou, e Messi seguiu em campo.

Raphael Claus (Brasil | Árbitro)

Expulsou Balogun após revisão no monitor. A decisão rigorosa contrastou com o tratamento dado a Messi dias antes, e Claus virou alvo de críticas de Ferdinand, Dempsey e milhares de torcedores.

Rio Ferdinand (Inglaterra | Comentarista BBC)

Ex-zagueiro do Manchester United e ídolo da seleção inglesa, detonou a falta de critério: "Essa é a inconsistência que frustra jogadores, treinadores e torcedores."

A web explode: "E o Messi?"

Nas redes sociais, a revolta foi instantânea. A hashtag "Por que Messi não?" viralizou, com torcedores de diversas seleções cobrando explicações da FIFA e da comissão de arbitragem. Memes comparando os dois lances inundaram Twitter e Instagram, todos com a mesma pergunta: se o lance é o mesmo, por que a punição é diferente?

A polêmica reacende um debate antigo: o VAR veio para corrigir injustiças ou para criar novas? A promessa era simples — mais precisão, menos erro humano. Mas quando o mesmo tipo de falta resulta em vermelho para um e em nada para outro, a tecnologia deixa de ser solução e vira parte do problema.

Perguntas frequentes

O que aconteceu no lance de Balogun?

No segundo tempo da vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia, Balogun deu uma solada em Muharemovic. O VAR chamou o árbitro Raphael Claus, que foi ao monitor e mostrou vermelho direto ao atacante americano.

E o lance de Messi contra a Argélia?

Na estreia da Argentina, com o placar em 1 a 0 no primeiro tempo, Messi deu uma solada no zagueiro Mandi. Jogadores argelinos pediram vermelho, mas o árbitro Szymon Marciniak só marcou falta — sem cartão, e o VAR não interveio. Messi terminou a partida com três gols na vitória por 3 a 0.

Por que a expulsão de Balogun gerou tanta polêmica?

Porque o lance foi praticamente idêntico ao de Messi, mas as punições foram opostas. Ferdinand e Dempsey, entre outros, detonaram a inconsistência do VAR: para um, vermelho direto; para outro, nem amarelo. A falta de critério claro mina a credibilidade do sistema.

O VAR está sendo usado de forma justa na Copa?

A polêmica Balogun x Messi mostra que não. A promessa do VAR era trazer consistência, mas quando casos iguais têm desfechos opostos, jogadores, técnicos e torcedores perdem a confiança. Rio Ferdinand resumiu: "É a inconsistência que frustra."