Alemanha maior que o Brasil em Copas?
The Athletic publicou artigo sugerindo que a Alemanha, com 12 pódios em Copas do Mundo, supera historicamente o Brasil. A tese saiu horas após os alemães caírem para o Paraguai nos pênaltis.
Os números da polêmica
- Pódios da Alemanha12
- Pódios do Brasil9
- Títulos alemães4
- Títulos brasileiros5
- Vices + 3º lugares (Alemanha)8
- Maior goleada entre ambos7 a 1
A tese que irrita brasileiros
O jornalista Matt Slater, do The Athletic — braço esportivo do New York Times —, publicou na segunda-feira um artigo intitulado "Os alemães já foram os reis da Copa do Mundo, agora eles simplesmente não são tão bons assim". O timing? Horas após a Alemanha cair diante do Paraguai na disputa de pênaltis, na segunda fase do Mundial.
A tese central é ousada: antes das campanhas recentes decepcionantes, a Alemanha poderia ser considerada a maior seleção da história das Copas por regularidade. Não só pelos quatro títulos, mas pelos quatro vices e quatro terceiros lugares. Doze pódios no total — três a mais que qualquer outra seleção, incluindo o Brasil.
Slater reconhece que o Brasil tem cinco estrelas contra quatro da Alemanha. Mas argumenta: "Seus altos foram mais altos que os de qualquer outra seleção e seus baixos foram mais altos que os de qualquer um". Em outras palavras, quando não ganhou, a Alemanha quase sempre ficou perto — algo que o Brasil, com eliminações precoces em algumas edições, não pode dizer.
O 7 a 1 como marco divisor
O artigo destaca um momento específico: 2014. Quando a Alemanha venceu a Argentina na final e conquistou seu quarto título, ela completou uma sequência impressionante desde 2002 — segundo, terceiro, terceiro e primeiro lugar em quatro Copas consecutivas.
Cinco dias antes da final de 2014, veio o placar que Slater chama de "indiscutivelmente o mais chocante das Copas do Mundo": 7 a 1 sobre o Brasil, em pleno Mineirão. "Naquele momento", escreve ele, "só os brasileiros mais fanáticos discutiriam com a ideia de que a Alemanha era a maior seleção da Copa do Mundo."
A frase não é apenas provocação. Ela captura um contexto: após humilhar o Brasil em casa e erguer a taça, a Alemanha parecia ter alcançado o auge de um ciclo de excelência que vinha desde o início dos anos 2000.
E agora?
Mas o artigo não é uma celebração. É um obituário. Slater conclui reconhecendo que o futebol alemão "simplesmente não vive um bom momento". E recorda que isso já aconteceu antes: após a eliminação precoce na Copa de 1998, a Alemanha reformulou seus processos internos — investiu em base, modernizou a formação de jovens — e pavimentou o caminho de volta ao topo.
"Pode haver uma sequência disso", arremata. A mensagem é clara: a Alemanha já caiu e se reergueu. A pergunta que fica é se o Brasil, mesmo com uma estrela a mais na camisa, consegue dizer o mesmo sobre sua própria regularidade.
Alemanha x Brasil: o histórico em Copas
| Seleção | Títulos | Vices | 3º lugares | Total de pódios |
|---|---|---|---|---|
| Alemanha | 4 | 4 | 4 | 12 |
| Brasil | 5 | 2 | 2 | 9 |
Perguntas frequentes
A Alemanha realmente tem mais pódios que o Brasil em Copas?Sim. A Alemanha alcançou o pódio (1º, 2º ou 3º lugar) em 12 Copas do Mundo, enquanto o Brasil chegou nove vezes. Isso reflete uma regularidade alemã maior ao longo da história, mesmo com o Brasil tendo uma estrela a mais — cinco títulos contra quatro.
Por que The Athletic publicou esse artigo agora?O artigo saiu logo após a eliminação da Alemanha para o Paraguai nos pênaltis, na segunda fase do Mundial atual. Matt Slater usa o contexto da queda alemã para comparar o auge histórico da seleção — simbolizado pelo 7 a 1 sobre o Brasil em 2014 — com o momento atual de crise.
O que torna a tese polêmica?Dizer que a Alemanha é "maior" que o Brasil em Copas mexe com uma hierarquia sensível no futebol. O Brasil é o único pentacampeão e historicamente visto como o país do futebol. A tese alemã se apoia em regularidade (pódios), não em títulos absolutos — o que divide opiniões.
A Alemanha pode se recuperar como fez após 1998?Slater sugere que sim. Após a eliminação precoce na Copa de 1998, a Alemanha reformulou sua base e voltou ao topo com uma geração que culminou no título de 2014. A questão é se o país tem disposição — e tempo — para repetir o processo agora.