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A lição de Tóquio: Brasil volta a enfrentar o Japão com defesa inteira trocada
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A lição de Tóquio: Brasil volta a enfrentar o Japão com defesa inteira trocada

Nenhum dos cinco defensores que começaram o amistoso perdido por 3 a 2 em outubro passado está na convocação para o Mundial. Dos 11 titulares daquela noite em Tóquio, apenas quatro devem entrar em campo na segunda-fase.

O jogo que mudou tudo

A virada que virou lição

"Uma boa aula". A expressão escolhida por Carlo Ancelotti para resumir a derrota em Tóquio não soava a desculpa, mas a diagnóstico. O Brasil havia aberto 2 a 0 no primeiro tempo e entregado a partida na etapa final, num colapso marcado por falhas individuais de Fabrício Bruno e Hugo Souza. Oito meses depois, nenhum dos dois está na Copa do Mundo.

Na verdade, a reformulação foi ainda mais profunda: dos cinco defensores titulares naquela noite — Hugo Souza, Paulo Henrique, Fabrício Bruno, Beraldo e Carlos Augusto —, nenhum foi chamado para o Mundial. A dupla de zagueiros até ganhou uma nova chance na convocação seguinte, em novembro, mas não se sustentou no grupo.

Do meio para frente, a continuidade foi maior. Casemiro, Bruno Guimarães, Vini Jr e Lucas Paquetá devem começar o confronto de segunda-feira, às 14h no estádio de Houston. Gabriel Martinelli e Luiz Henrique, titulares em Tóquio, estão na Copa, mas como opções no banco.

Como foi a derrota em Tóquio

O que Ancelotti viu naquela noite

Aquele amistoso vinha depois de uma goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, e Ancelotti aproveitou para testar. Uma das variações foi o esquema com três meio-campistas, incluindo Lucas Paquetá. O desenho tático também era diferente: Martinelli pela esquerda e Vini Jr mais centralizado.

Mas além das questões técnicas e táticas, o treinador identificou algo comportamental a ser corrigido: "Foi uma boa aula nesta noite, há coisas que precisamos aprender no jogo de hoje, sobretudo no segundo tempo. Acho que temos que ter equilíbrio no que fazer. Equipe jogou muito bem contra a Coreia, jogou bem no primeiro tempo (contra o Japão) e muito mal no segundo tempo."

Ancelotti foi direto ao ponto: "É um processo, e na Copa do Mundo temos que ter equilíbrio. Temos que aprender com os erros na segunda parte. O maior erro do time foi não ter boa reação depois do primeiro gol."

Os quatro sobreviventes

Casemiro (Volante)

Peça central do esquema de Ancelotti, deve comandar o meio-campo em Houston assim como fez em Tóquio

Bruno Guimarães (Meio-campista)

Parceiro de Casemiro na marcação, manteve-se titular após a reformulação defensiva

Vini Jr (Atacante)

Jogou centralizado no amistoso; agora figura como principal arma ofensiva da Seleção na Copa

Lucas Paquetá (Meio-campista)

Entrou como terceiro homem de meio em Tóquio e consolidou-se no esquema para o Mundial

O reencontro acontece num contexto completamente diferente. Não é mais um amistoso de testes após uma goleada, mas um duelo de segunda fase da Copa do Mundo. A defesa foi inteiramente reformulada. E a lição de Tóquio — sobre equilíbrio, reação e controle emocional — terá seu teste definitivo na tarde de segunda-feira no Texas.

Perguntas frequentes

Por que nenhum defensor do amistoso foi convocado para a Copa?

As falhas individuais de Fabrício Bruno e Hugo Souza na derrota por 3 a 2 pesaram na avaliação. Embora tenham sido chamados para a data Fifa seguinte, em novembro, não conseguiram se manter no grupo final. A reformulação defensiva foi completa: os cinco titulares da defesa em Tóquio ficaram de fora do Mundial.

O que mudou no esquema tático desde o amistoso?

Em Tóquio, Ancelotti testou um desenho com Martinelli pela esquerda e Vini Jr mais centralizado, além do esquema com três meio-campistas incluindo Lucas Paquetá. Para a Copa, a base do meio-campo se manteve (Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e Vini Jr), mas com ajustes no posicionamento e, principalmente, uma defesa inteiramente nova.

Quando e onde será o reencontro entre Brasil e Japão?

O jogo acontece às 14h (horário de Brasília) da próxima segunda-feira, no estádio de Houston, no Texas, válido pela segunda fase da Copa do Mundo.