Marquinhos devolve provocação japonesa: 'Soberba'
O capitão da Seleção não deixou barato a frase de Kento Shiogai sobre o Brasil 'não ser mais o mesmo'. A resposta veio afiada, com lição de humildade tirada da derrota do PSG pro Botafogo.
O clima antes do confronto
- Declaração que irritou"Brasil não é mais o mesmo"
- Quem disseKento Shiogai (reserva)
- Jogos de Shiogai na Copa1 em 3
- Resposta de Marquinhos"Talvez soberba"
- Experiência do capitão108 jogos
- Kickoff em HoustonSegunda, 14h
A faísca que acendeu o vestiário brasileiro
Kento Shiogai, atacante reserva do Japão com exatos 38 minutos jogados nesta Copa, resolveu cutucar a onça com vara curta. Em entrevista à Kyodo News no sábado, soltou que o Brasil 'não é mais o mesmo de antigamente'. A frase chegou rápido no vestiário da Seleção — e virou combustível.
Marquinhos não perdoou. 'É bom que eles continuem falando para continuar motivando nosso time', devolveu o capitão à Cazé TV. O tom era de quem já viu esse filme antes e sabe como termina. 'A gente deixa esse tipo de fala para os adversários, que eles continuem falando bastante para motivar a gente.'
Mas foi na entrevista coletiva que o zagueiro meteu o dedo na ferida: 'Talvez tenha sido um pouco de soberba da parte deles. O Brasil ainda continua sendo uma grande seleção.' A palavra escolhida não foi à toa. Soberba. Marquinhos classificou a provocação como arrogância injustificada — especialmente vinda de quem mal pisou no gramado até agora.
A lição que o PSG levou do Botafogo
Para fundamentar sua resposta, Marquinhos puxou da cartola um exemplo recente e doloroso: a derrota do PSG para o Botafogo no Mundial de Clubes, também nos Estados Unidos. 'Muitos falavam que a gente estava muito acima do Botafogo. Então o futebol você tem que mostrar dentro de campo.'
É uma tacada de mestre em jogo psicológico. O capitão lembrou que favoritismo não decide partida — e que o próprio Brasil já pagou esse preço. A eliminação para a Croácia na última Copa, quando a Seleção vencia 1 a 0 na prorrogação e tomou o empate a quatro minutos do fim, ainda dói. Nos pênaltis, tchau.
'Na última Copa do Mundo a gente foi desclassificado para uma seleção da Croácia, talvez falassem que a gente era uma seleção muito melhor do que eles', disse Marquinhos. A mensagem nas entrelinhas é clara: não subestimamos ninguém, mas também não aceitamos desrespeito.
Os protagonistas do duelo verbal
Marquinhos (Capitão do Brasil • 108 jogos)
Zagueiro do PSG e líder da Seleção, viveu na pele as armadilhas do favoritismo. Perdeu pro Botafogo no Mundial de Clubes e pra Croácia na Copa passada. Agora usa a experiência como blindagem contra provocações.
Kento Shiogai (Atacante reserva • 38 min jogados)
Entrou só no empate com a Holanda por 2 a 2, aos 38 do segundo tempo. Ficou no banco nas outras duas partidas. Mesmo assim, resolveu alfinetar o Brasil em entrevista — e virou alvo da resposta do capitão adversário.
Carlo Ancelotti (Técnico da Seleção)
Preferiu não entrar no jogo mental. 'Não vamos falar disso, vamos estar focados no jogo', disse na coletiva. A postura é de quem já ganhou tudo e sabe que resposta mesmo se dá em campo.
Mata-mata é outra competição
Marquinhos deixou claro que a segunda fase é um recomeço. 'Agora é uma competição nova que vai começar. Fase de grupos é uma coisa, o importante é se classificar. O mata-mata é uma competição nova.' A crescente do Brasil nos últimos jogos da primeira fase alimenta a confiança.
'Começamos a competição, talvez, não da melhor maneira no primeiro jogo, mas depois no segundo já melhorando, no terceiro ainda mais', analisou o zagueiro. A evolução foi visível — e agora vem o teste de fogo. Uma bola pode ser decisiva. Um vacilo, fatal.
O Japão chega embalado, mas sem o peso da camisa pentacampeã. Já o Brasil carrega a expectativa, a pressão — e agora, a provocação de um reserva que virou munição extra. Como disse o próprio Marquinhos: 'Jogo muito difícil, mas a gente já está pronto.'
O que esperar do confronto em Houston
- Brasil busca apagar de vez o trauma da eliminação para a Croácia há três anos e meio, quando desperdiçou vantagem na prorrogação
- Marquinhos quer provar em campo que a declaração de Shiogai foi precipitada — e transformar a provocação em motivação coletiva
- Ancelotti deve escalar um time mais cauteloso taticamente, evitando exposição desnecessária contra um Japão tecnicamente qualificado
- A Seleção japonesa chega sem a pressão de favorita, mas com a confiança de quem eliminou gigantes em Copas anteriores
- O duelo testa se o Brasil realmente evoluiu ao longo da competição ou se a fase de grupos escondeu problemas que vão explodir no mata-mata
Perguntas frequentes
O que exatamente o japonês Kento Shiogai falou sobre o Brasil?Shiogai disse à agência Kyodo News que 'o Brasil não é mais o mesmo de antigamente'. A declaração foi dada no sábado, véspera do jogo das oitavas de final. Apesar de ser reserva e ter jogado apenas 38 minutos na Copa até agora, a frase repercutiu e virou tema de debate no vestiário brasileiro.
Por que Marquinhos citou a derrota do PSG para o Botafogo?O capitão usou o exemplo para mostrar que favoritismo não decide jogo. No último Mundial de Clubes, também nos EUA, o PSG era apontado como muito superior ao Botafogo — e perdeu. Marquinhos quis deixar claro que respeita o adversário, mas que o Brasil também não aceita ser subestimado.
Qual foi a reação de Carlo Ancelotti à provocação japonesa?Ancelotti não entrou no jogo mental. Disse que o foco está nas qualidades do rival e na preparação tática, não em declarações. 'Não vamos entrar nesse jogo mental', resumiu o técnico na coletiva de domingo.
Quando e onde será Brasil x Japão?Segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), em Houston, Texas. A partida vale vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 e terá transmissão da TV Globo, SporTV e ge.