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Japão vai sem Kubo e com capitão no banco
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Japão vai sem Kubo e com capitão no banco

Moriyasu finalizou a preparação em Houston com Takefusa Kubo fora desde a estreia e Ko Itakura perdendo a vaga na zaga. O técnico japonês aposta em 3-4-2-1 com Zion Suzuki intocável no gol.

O cenário japonês

A grande ausência

Takefusa Kubo não treinou com o time desde que saiu lesionado na estreia contra a Holanda. O próprio Hajime Moriyasu confirmou a ausência na coletiva de domingo — e é um baque considerável. Kubo é o talento mais luminoso do meio-campo japonês, aquele que carrega a bola com classe e desarma bloqueios. Sem ele, Moriyasu precisa redistribuir a criatividade.

A solução parece ser empurrar Daizen Maeda e Daichi Kamada para funções de segundo atacante, um por cada lado, enquanto a dupla de volantes Kaishu Sano e Ao Tanaka segura o meio. Ritsu Doan, que já vinha contribuindo tanto no ataque quanto na marcação, ganha ainda mais peso pela direita.

A dúvida na zaga — e a solução

Ko Itakura é capitão, mas foi substituído no meio do primeiro tempo contra a Suécia. Shogo Taniguchi entrou no lugar — e, segundo a imprensa japonesa, deve começar como titular ao lado de Takehiro Tomiyasu e Hiroki Ito na linha de três zagueiros.

É uma escolha delicada. Tirar a braçadeira do gramado sempre mexe com o vestiário, mas Moriyasu parece ter optado pela leitura tática: Taniguchi deu mais solidez na partida anterior, e Zion Suzuki, que vem sendo intocável após os empates com Holanda e Suécia, precisa de uma linha defensiva confiável à sua frente.

Os pilares da escalação

Zion Suzuki (Goleiro)

Intocável. Foi um dos melhores em campo nos empates com Holanda e Suécia, e Moriyasu não cogita mexer.

Ritsu Doan (Ala-direita)

Apoia o ataque e volta para marcar. Com Kubo fora, vira peça ainda mais central no esquema ofensivo.

Ayase Ueda (Centroavante)

Único atacante de origem. Marcou dois contra a Tunísia e sabe segurar a bola como fez contra a Suécia.

A aposta no 3-4-2-1

Moriyasu vai de três zagueiros, quatro no meio (dois volantes, dois alas), dois segundos atacantes e Ayase Ueda sozinho na frente. Ueda marcou dois gols contra a Tunísia e mostrou que sabe segurar a bola quando o time precisa respirar — como fez contra a Suécia.

Há uma variante no banco: colocar Yukinari Sugawara e Junnosuke Suzuki como alas mais defensivos, e subir Doan e Keito Nakamura para funções de segundo atacante. Mas a tendência é manter Nakamura na esquerda e Doan na direita desde o início, com mais liberdade para atacar.

Provável escalação

Perguntas frequentes

Por que Kubo está fora?

Kubo se lesionou na estreia contra a Holanda e não voltou a treinar com o grupo desde então. Moriyasu confirmou a ausência na coletiva de domingo.

Ko Itakura vai jogar?

Deve começar no banco. Ele foi substituído no meio do primeiro tempo contra a Suécia, e Shogo Taniguchi ganhou a vaga na zaga após ter dado mais solidez quando entrou.

Qual a grande aposta tática do Japão?

Moriyasu vai de 3-4-2-1, com três zagueiros, dois volantes, dois alas que sobem e descem, dois segundos atacantes (Maeda e Kamada) e Ayase Ueda sozinho na frente. Sem Kubo, a criatividade fica mais distribuída.