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A Virada com a Estrela de Ancelotti
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A Virada com a Estrela de Ancelotti

Casemiro era consenso nacional para sair no intervalo. Ancelotti manteve, discordou de um país inteiro — e o camisa 5 marcou o gol do empate. Aos 50 do segundo tempo, com a prorrogação batendo na porta, Martinelli chorou o gol da virada.

A Partida em Números

Discordar de um País Inteiro

No intervalo, era praticamente um consenso nacional: Casemiro deveria sair. O primeiro tempo tinha sido muito ruim. Ele descia para o vestiário carregando a participação direta no gol japonês, consequência da bola atravessada por Danilo no meio-campo — lance de enorme potencial trágico que fez muita gente próxima dos cinquenta anos lembrar de 1982.

Ancelotti decidiu manter o camisa 5. E o resultado de tamanha ousadia veio pouco depois: Casemiro marcou o gol de empate após cruzamento primoroso de Gabriel Magalhães. O Brasil seguiu na Copa porque o técnico italiano decidiu discordar de um país, mesmo que o país naquele momento tivesse razão.

Se passamos tanto tempo pedindo na Seleção o Vinicius Jr. que desfila sua categoria na Europa, hoje também pudemos ver a influência daquele Carlo Ancelotti do Real Madrid. O Brasil reverteu o resultado com base na imposição — mesmo de forma apressada, monopolizou as iniciativas ofensivas do segundo tempo.

O Japão e o Ritmo Cadenciado

Todo temor era compreensível na prévia do confronto. A Seleção Brasileira recém se afirmava na Copa do Mundo, e o Japão havia demonstrado qualidade nos jogos diante de Holanda e Tunísia. Na primeira vez que Ancelotti repetia a escalação, o Brasil começou a partida ocupando o campo da equipe de Hajime Moriyasu. Mas era uma falsa impressão de superioridade.

O Japão buscava exatamente obrigar essa seleção brasileira a executar algo que lhe perturba: propor o jogo em um ritmo mais cadenciado. Era urgente tirar o time japonês do lugar confortável em que ele se encontrava desde o começo do jogo.

Ainda que discreto, Endrick deixou o time mais agressivo quando entrou no lugar de Paquetá, que teve atuação apagada. Trocamos um rascunho de criação que não funcionava pela necessidade de pressionar como se não houvesse amanhã. Porque não havia.

Martinelli aos 50: Um Gol Chorado

O Brasil já merecia ter virado a partida quando Carlo Ancelotti mostrou que alguns vencedores triunfam porque pensam de uma forma muito específica. Um comportamento que assume várias interpretações: pode ser olho clínico, estrela ou mera sorte.

Com poucos minutos em campo, já com a prorrogação batendo na porta, Gabriel Martinelli marcou um gol chorado — como chorado havia sido o jogo — após passe espetacular de Bruno Guimarães, uma das grandes reafirmações brasileiras no decorrer da Copa.

Vinicius Jr. novamente foi protagonista. Gabriel Magalhães mostrou-se fundamental no segundo tempo. A leitura decisiva de Carlo Ancelotti levou o Brasil a uma vitória coletiva convincente. Porque a Seleção mostrou instabilidade e sofreu com falhas individuais, mas soube reagir como equipe dentro da própria partida. Quando pôde enfim comemorar a vaga nas oitavas, já merecia que alguma sorte caminhasse ao seu lado.

Protagonistas da Virada

Casemiro (Camisa 5)

Participou do gol japonês no primeiro tempo. País inteiro queria sua saída. Ancelotti manteve — e ele marcou o empate no segundo tempo.

Gabriel Martinelli (Gol aos 50' do 2ºT)

Entrou e marcou o gol da virada com a prorrogação batendo na porta, após assistência espetacular de Bruno Guimarães.

Carlo Ancelotti (Técnico)

Discordou de um país inteiro ao manter Casemiro. A leitura decisiva que salvou o Brasil e garantiu a vaga nas oitavas de final.

Bruno Guimarães (Meio-campo)

Passe espetacular para o gol de Martinelli. Uma das grandes reafirmações brasileiras no decorrer da Copa do Mundo.

Perguntas frequentes

Por que Ancelotti manteve Casemiro no segundo tempo?

Ancelotti discordou do consenso nacional que pedia a saída de Casemiro após um primeiro tempo ruim e participação direta no gol japonês. A decisão ousada do técnico italiano se mostrou acertada: Casemiro marcou o gol de empate após cruzamento de Gabriel Magalhães.

Quando Martinelli marcou o gol da virada?

Aos 50 minutos do segundo tempo, com a prorrogação já batendo na porta. Gabriel Martinelli marcou após passe espetacular de Bruno Guimarães, garantindo a vaga do Brasil nas oitavas de final.

Como o Japão incomodou o Brasil durante a partida?

O Japão obrigou a Seleção Brasileira a jogar em um ritmo mais cadenciado, algo que perturba este time. A equipe de Hajime Moriyasu se manteve em posição confortável durante boa parte do jogo, até que o Brasil monopolizou as iniciativas ofensivas no segundo tempo.

Qual foi a importância de Gabriel Magalhães e Vinicius Jr. na virada?

Gabriel Magalhães deu o cruzamento primoroso para o gol de empate de Casemiro e foi fundamental no segundo tempo. Vinicius Jr. novamente foi protagonista, mostrando na Seleção o futebol que desfila na Europa sob comando de Ancelotti no Real Madrid.